sábado, 27 de agosto de 2011

Estudo sobre a genética da Espondilite Anquilosante

investigador EA



Um trabalho publicado na "Nature Genetics" identifica novos genes que estão implicados no desenvolvimento da espondilite anquilosante, bem como confirma o envolvimento de outros genes propostos em estudos anteriores. 

A publicação, com a co-autoria de uma equipa portuguesa, permitiu também reconhecer a existência de interações entre dois dos genes, sendo uma das primeiras descrições sobre interação genética nesta e noutras doenças comuns. 


Este fato vem contribuir para a confirmação de uma das teorias que tenta explicar a patogênese desta doença reumática inflamatória, a qual pode ser altamente incapacitante pela deterioração dos ligamentos e das junções nos ossos. O trabalho contou com a participação de 43 equipas de investigação, naquilo que se pode considerar um mega esforço internacional para dar resposta à doença.



A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que afeta, principalmente, a coluna vertebral e as articulações da bacia, levando, de forma incapacitante, a uma gradual limitação de movimentos. Já havia sido percebido que a predisposição para a doença tinha origem genética e que estava relacionada com o HLA-B27, um gene envolvido em diversos processos inflamatórios. No entanto desconhecia-se a forma como a doença se desenvolve e como o HLA-B27 é envolvido.


O estudo apresentado, que utilizou dados de cerca de 4800 doentes e 13500 pessoas não afetadas, juntando informação de dois consórcios internacionais dedicados ao estudo desta doença: o Australo-Anglo-American Spondyloarthritis Consortium e o Wellcome Trust Case Control Consortium 2. 

“Este tipo de artrite inflamatória é frequente em populações de origem europeia”, explica Jácome Bruges-Armas , coordenador da equipa do IBMC envolvida no estudo, e pode afetar cinco em mil pessoas. Apesar da maior frequência em membros da mesma família e do conhecimento do envolvimento de alguns genes relacionados com o sistema imunológico, sempre foi difícil compreender efetivamente a relação entre a predisposição genética e as manifestações da doença. 


O que este estudo também comprova é “a origem multifatorial da doença”, adianta o investigador. De facto foi possível relacionar variantes de três outros genes no desenvolvimento da doença, bem como identificar quatro outras zonas do genoma que parecem exercer também uma forte influência. Uma componente significativa do genoma, está de alguma forma envolvida na cascata de ações que implicam o HLA-B27, ou seja, parece que este último é apenas um elemento final de um enorme circuito metabólico e, por isso, o mais facilmente identificável e relacionável com a doença. 


No entanto, é da conjugação da ação dos agora identificados que, em conjunto com o HLA-B27, se poderá determinar com mais exatidão a predisposição de um indivíduo para desenvolver o processo inflamatório que conduz à doença. 


Para Jácome Bruges-Armas,faltava um estudo que permitisse compreender a genética da doença de forma a desenvolver formas de diagnóstico e prevenção mais eficazes.




Fonte: Revista Ciência Hoje-PT (Julho/2011)


sábado, 20 de agosto de 2011

Radiculopatia Cervical

radiculopatia cervical
radiculopatia cervical 1











A Radiculopatia Cervical causa bastante dor no pescoço (cervicalgia), ou outros sintomas como formigamento e dor de cabeça, é causada por uma estenose vertebral (diminuição do espaço do canal vertebral), e este pode ter sido originado de várias doenças da coluna como: hérnia-de-disco, degeneração discal, traumas

Aqui nesse vídeo você pode ver claramente como acontece a Radiculopatia:



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assim se entorta a humanidade

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A evolução e os problemas da coluna.
Entre oito e cinco milhões de anos atrás, um suposto ancestral comum do homem e do chimpanzé vivia de quatro.


Sua coluna era um tubo rígido, que não sustentava o corpo — servia apenas de elo entre os membros superiores e inferiores.

Há quatro milhões de anos, porém, ele libertou as patas dianteiras do chão. Tornava-se o Australopithecus afarensis. Como? Curvando a ponta inferior da coluna, empinando as nádegas. Este hominídeo mal sabia caminhar direito só com os membros inferiores — andava com os pés para fora.
Já faz 1,5 milhão de anos que as vértebras deram uma nova empinada, estufando o peito. Desse jeito, conseguiram erguer completamente o tronco. Surgia o Homo erectus. O homem ficou de pé.

Nesses mais de 1 milhão de anos, o ser humano ainda não se adaptou a ser bípede. Ele até aguenta essa postura por duas ou três décadas. Depois dos 30, a situação pode se tornar cada vez mais insuportável.
A coluna é parte de um sistema com nervos e músculos, que disparam a dor à menor tensão.

Parece uma pilha de ossos. E é. Mas as 33 vértebras da coluna são tão bem empilhadas que a menor mudança no ângulo de uma delas pode fazer a maior diferença. Basta que um nervo seja pinçado e pronto: por menor que ele seja, vai torturar o cidadão. O equipamento de sustentação do corpo humano é formado ainda por músculos. Se um músculo se contrair um pouco mais, depois de um dia de trabalho complicado, poderá também contrair um nervo, que terminará dolorosamente inflamado.

A região mais frágil
Lordose cervical é o termo científico da curvatura natural das vértebras para fora. Sem ela, nossa cabeça ficaria caída, olhando para o chão, como se andássemos de quatro. Essa área próxima ao pescoço é a mais flexível. Para possibilitar tanta movimentação, passam por ali muito mais nervos do que nas outras áreas — nervos que, ao menor aperto, causam sofrimento. Por isso, é uma área frágil.

Os amortecedores
Compostos por um anel de cartilagem com um núcleo gelatinoso, os discos intervertebrais amortecem o impacto entre as vértebras. Como são solicitados a todo instante, tendem a se desgastar com o tempo e causar problemas — as temidas hérnias.

A área de proteção
Cifose dorsal é outro palavrão que designa mais uma curvatura natural, dessa vez para dentro, necessária para equilibrar o tronco erguido do homem bípede. Suas vértebras, de tamanho intermediário, são inflexíveis. A rigidez se explica: elas fazem parte da caixa toráxica, que guarda e protege dois órgãos vitais — o coração e o pulmão.

Os mensageiros da dor
A coluna funciona como um tronco central, de onde partem nervos para comandar os movimentos de todo o corpo. Há também um conjunto de nervos encarregados de mexer este próprio tronco central. São vias de mão-dupla: comunicam as ordens do cérebro, como “curve-se”; ao mesmo tempo, mantêm o cérebro informado sobre a posição das vértebras, dando a consciência do tipo “eu agora estou sentado”. Qualquer nervo, porém, envia mensagens de dor, quando comprimido. As duas áreas flexíveis da coluna — a lombar e a cervical — são as mais enervadas e, portanto, as mais sujeitas a dolorosas encrencas.


A zona de sustentação
As vértebras lombares aguentam a maior parte do peso corporal e, por isso, são de cinco a seis vezes maiores que as cervicais, que têm de sustentar apenas a cabeça. Elas formam a segunda curva para fora, a lordose lombar, que na verdade foi a primeira das curvas adquiridas na evolução — aquela que permitiu aos humanos erguer o tronco.

O que os pés têm a ver com os ombros
Uma nova terapia trata o corpo todo como uma “cadeia de músculos”.
Uma dor nos ombros é uma dor nos ombros para a fisioterapia tradicional — que, no caso, opta por exercícios dirigidos a essa região específica. Mas, de acordo com uma nova técnica de tratamento, a dor nos ombros pode ser um calcanhar que pisa mal. Ou, quem sabe, um quadril fora do prumo. Essa linha é a RPG, sigla de Reeducação Postural Global, criada em meados dos anos 80 pelo fisioterapeuta francês Philippe Souchard, professor da Universidade de Saint Mont.

“A ponta de um músculo está ligada à do músculo seguinte”, explica a fisioterapeuta paulista Silvana Ciociorowski. “Assim, a musculatura forma uma cadeia. Se a perna se contrai, a cabeça tende a entortar e, com isso, a sua região dói.” Ela é uma das pioneiras em RPG no país, que hoje já soma quinhentos especialistas.

A técnica consiste em ensinar posturas, que trabalham o corpo dos pés à cabeça, colocando tudo no lugar. “O resultado é mais lento, porém efetivo, porque não nos limitamos a aliviar a dor local”, explica Silvana. Ela só faz um alerta: “Quem aplica RPG é sempre um fisioterapeuta, com pós-graduação orientada pelo próprio professor Souchard. No Brasil, muita gente usa o nome RPG, sem ter diploma.”

O olhar clínico
Segundo o neurocirurgião Marcos Masini, só 2% dos pacientes necessitam de operação. “Mas, mesmo quando o problema é tensão, a consulta médica é fundamental para se criar um programa eficiente para cada caso.”


A ginástica
No final, qualquer paciente é obrigado a fazer exercícios. “Quem foi operado também deve fortalecer os músculos”, diz a terapeuta Zilda Palhares. “Senão, terá uma recaída.”

O choque contra a dor
Um dos avanços para atenuar o sofrimento são aparelhos que emitem ondas elétricas. Eles dão pequenos choques capazes de bloquear a mensagem que leva ao cérebro a sensação dolorosa.

Sem impactos
Para quem nem consegue fazer exercícios direito, o jeito é fazê-los na piscina: a água diminui a força da gravidade e, portanto, o impacto sobre as vértebras doentes.



Fonte: Revista SuperInteressante (Abril/2005)



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Plantas Medicinais também podem fazer mal à sua saúde

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Falamos aqui algumas vezes sobre as Plantas Medicinais, assim vamos aprendendo também junto com vocês, que há diferenças entre Plantas Medicinais e Fitoterapia, por exemplo, nós todos fazemos sempre utilização de uma dessas duas alternativas, mas tudo sempre tem que ser com moderação e bem pesquisado, pois assim como há plantas liberadas pela Anvisa, também sabemos que algumas podem fazer muito mal.

O Dr. Leonardo em seu blog nos postou uma matéria interessante sobre o assunto, não deixem de ler: Plantas Medicinais também podem fazer mal à saúde

No artigo ele cita algumas “regras de ouro” sobre o assunto:
  1. Plantas podem ser tóxicas.
  2. Para saber se a planta é ou não tóxica é necessária a sua identificação botânica, o que é um processo complexo. Identificação “no olho” ou por mateiro pode ser extremamente perigoso.
  3. Plantas são organismos vivos, substâncias químicas são originadas do metabolismo terciário o que significa que não é essencial à vida dela e só ocorre em algumas circunstâncias, ou seja, mesmo quando a identificação botânica foi feita, ainda assim não há garantia de produção ou não de substâncias tóxicas ou medicinais.
  4. Os mecanismos de extração e purificação dos fitoterápicos, extraem e purificam tanto o que é medicinal quanto o que é tóxico.
  5. Nem todos os efeitos das plantas são tão conhecidos quanto os dos medicamentos produzidos, nem todos os usos em todas as patologias foram testados.

Cuidem-se!

Fonte: http://leonardof.med.br/



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Artrite



O programa de hoje BEM ESTAR, da Rede Globo, trouxe uma matéria muito boa sobre ARTRITE.

Para quem não viu, vale a pena dar uma olhada, o médico convidado explica tudo sobre a doença e ainda a diferença entre Artrite e ArtroseA artrite pode afetar todas as articulações do corpo








Aqui nosso post sobre o assunto : Artrite x Artrose


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